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Lava Jato investiga operador financeiro do ex-Ministro de Minas e Energia

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Escrito por MPF
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Modificado em 18/06/2020, 09:32
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Foi deflagrada nessa quinta-feira (18) a 71ª fase da operação Lava Jato, resultado de investigação conjunta da força-tarefa Lava Jato e da Polícia Federal (PF), com o cumprimento de 12 mandados de busca e apreensão no estado do Rio de Janeiro.

As medidas objetivam aprofundar as apurações relacionadas ao envolvimento de operador financeiro ligado a ex-Ministro de Minas e Energia em esquemas de corrupção na área comercial da Petrobras, especialmente no comércio externo de asfalto e de produtos escuros (como fuel oil, bunker e determinados tipos de refinery feedstocks).

Com as diligências, também se almeja aferir se são procedentes os indícios de que a atuação de tal operador financeiro teria se estendido para outros negócios da área comercial da Petrobras e também para negócios da área petroquímica da estatal.

Dentre as provas colhidas na investigação, destacam-se mensagens de e-mail e planilhas que demonstram que, ao menos de 2008 a 2014, representando o ex-Ministro, o operador financeiro intercedia para que funcionários da Petrobras apadrinhados fossem alçados e mantidos em cargos estratégicos a fim de que pudessem desenvolver esquemas de geração de propina, a exemplo dos implementados nas importações de asfalto e nas importações e exportações de produtos escuros, os quais já foram parcialmente denunciados pelo Ministério Público Federal (MPF) nas ações penais 5034453-06.2018.4.04.7000 e 50597545220184047000, que tramitam perante a 13ª Vara Federal de Curitiba.

As apurações caminham para precisar o montante total de recursos ilícitos recebidos pelo operador financeiro investigado, já havendo indícios de que, após os rateios de propina nos mais variados esquemas de corrupção em que teria tomado parte, as cifras que lhe couberam alcançariam a casa dos milhões de dólares.

Além do operador financeiro ligado ao ex-Ministro, também são alvos das medidas de busca e apreensão o seu irmão, que o auxiliava no recebimento das vantagens indevidas, e quatro doleiros responsáveis pela internalização de ao menos US$ 1.9 milhão em recursos ilícitos no Brasil por meio de operações financeiras ocorridas entre outubro de 2011 e agosto de 2016, sendo dois deles utilizados pelo citado operador financeiro e outros dois utilizados por um ex-trader de produtos escuros da Petrobras à época lotado no escritório de Houston, no Texas, o qual hoje colabora com as investigações.

Esta fase se insere na frente da Lava Jato destinada a investigar ilícitos praticados em negócios da área comercial da Petrobras, composta por várias gerências subordinadas à Gerência Executiva de Marketing e Comercialização, que por sua vez está situada imediatamente abaixo da Diretoria de Abastecimento.

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